É inexplicável a evolução que My Hero Academia teve nessa segunda temporada em comparação com a trama corrida da primeira. Tivemos uma temporada redondinha e dividida em 3 partes: Um torneio (que se passa em um único dia, mas são 12 eps); O treinamento de herói e as provas finais. E mesmo assim ela não fica cansativa, como a sua antecessora.
Antes de começar eu queria avisar que irei dividir a critica em três partes, assim como a temporada, pois são tantas informações para assimilhar em 25 episódios, que só Deus na causa. Então vamos lá!

Após os eventos finais da primeira temporada, onde a Liga Dos Vilões atacou o centro de treinamento da UA, os estudantes começam a se preparar para o festival de esportes. Que é um evento transmitido – até o que eu entendi – para todo o japão (e que dura apenas um dia) onde os alunos, primeiro, participam de pequenas provas onde no final os finalistas iram lutar usando todos os seus poderes.
O melhor dessa temporada é que ela mostra que existem subgêneros de heróis dentro da própria UA, tem a classe A que é a mais conhecida, ainda mais depois que eles tiveram que lutar contra a liga dos vilões. A classe B, que mais parecem um bando de invejosos que conseguem ser piores que o Bakugou (O que eu achava impossível) e que querem provar a todo custo que são melhores do que a turma principal e a turma de suporte, essa classe é bem importante e talvez uma das melhores. Nela os estudantes criam roupas e utensílios para os heróis!
Durante esse torneio conhecemos mais sobre o Todoroki, o garoto meio a meio. Antes pouco apagado ele ganha muito destaque nessa temporada, Todoroki é filho do herói número dois, Endevoir e entrou na UA sem ter que fazer a prova inicial, pois foi um dos indicados. Todoroki de início chega a ser difícil de entender, mas todas as suas motivações são justificáveis e plausíveis, o personagem é tão bem construído ao longo da temporada que chega a ser estranho que o anime não tente desenvolver os outros da mesma forma. Vale ponto também para o episódio em que ele luta contra o Izuku, pois a forma em que ele é executado é incrível.

Mas assim como na primeira temporada uma coisa que me incomodou bastante foi a forma em que os outros estudantes foram esquecidos. Temos uma pequena evolução de alguns deles, mas a temporada acabou e eu só lembro do nome e historia da metade da classe A, claro que não daria para desenvolver todo mundo, mas como alguns participaram das lutas e eventos principais da temporada seria bastante interessante ver mais deles.
Indo para a segunda parte da temporada, ainda engajando na primeira, descobrimos que o irmão do Tenya, Tensei, foi gravemente ferido pelo vilão matador de heróis, Stain. Nisso quando o festival é finalizado e os estudantes vão para o treinamento com outros heróis ,Tenya parte em busca da pessoa que feriu gravemente o seu irmão; Todoroki decide fazer estágio com o seu pai para mostrar que não é como ele; Bakugou vai fazer estágio o herói N°3 Best Jeanist e o Midoriya com o Gran Torino, o mestre do All Might.
Aqui as coisas começam a andar um pouco mais, porém antes de tudo vamos conversar sobre a maneira em que o Midoriya descobre como controlar os seus poderes? Eu já falei que Boku no Hero é um anime do gênero Shounen e isso acaba deixando ele com um tom mais cômico, porém acho que exageraram nessa parte. Depois de conversar com o mestre sobre os poderes do All Might e de perder uma luta para o velinho dento de casa, Midoriya acaba colocando um petisco de peixe dentro do Microondas e com isso percebe como controlar a sua força, não usando 100% de seu corpo, mas sim 5%! Apesar de bizarro e bem engraçado, chega a ser interessante o pensamento que eles colocaram ali para a história. Mas isso não deixa de me deixar inconformado, sério… vocês tinham tantas maneiras de colocar isso e escolheram essa?

Continuando, chegamos então no climax da temporada e talvez o momento mais importante eu ousaria dizer, porque aparentemente esse vai ser o ponto chave para que Boku No Hero se desenvolva daqui para frente. Stain não é um vilão como qualquer outro, na verdade o Tomura (a cara da máscara de mão) não é muito chegado a ele, pois o Stain vem “roubando” toda a fama de vilão para si. Na verdade o Stain não ta muito ai para isso, ele simplesmente quer derrubar todos os heróis que para ele não são legítimos, pois buscam popularidade e renda sendo o único herói digno de existir o All Might.
Na verdade isso faz pensar muito bem sobre o que o mundo impõe em cima dos heróis, muitos estão ali não para salvar as pessoas, mas sim pela fama que vão ganhar e consequentemente o dinheiro. Tendo isso em mente, os heróis apesar de ajudar bastante na humanidade muitos não ligam cem porcento para “lutar com um sorriso no rosto” visando apenas o sucesso.
A luta de Deku, Todoroki e Tenya contra Stain na verdade são os melhores episódios dessa temporada, pois nos passa todos os sentimentos das crianças que pela primeira vez estão passando um sufoco ao lutar com um vilão que realmente quer mata-los, diferente daqueles da primeira temporada. Ainda mais, o impacto final que a Luta contra o Stain tem é a coisa mais importante para toda a temporada.

No final, a segunda temporada é melhor que a primeira, mas infelizmente trás os mesmos erros de desenvolvimento. Porém ao nos apresentar novos personagens e trazer histórias novas, Boku No Hero Academia continua me ganhando de forma grandiosa.
NOTA: 4/5