Review| My Hero Academia 1° temporada – Que tipo de herói é você?

Eu finalmente tomei vergonha na cara e decidi assistir o tão falado Boku No Hero (ou My Hero Academia). Para ser sincero, eu já tinha assistido ao primeiro episódio antes, mas achei tão desinteressante que parei nele mesmo. Porém devo admitir… Eu estava errado!

O anime é do gênero Shounen, facilmente reconhecido por aqueles que assistiam Bleach, Cavaleiros do Zodíaco e Naruto. Um estilo onde os personagens são absurdamente fortes, tem lutas a cada 5 de 6 episódios e também conhecido pelo seu humor – que funciona, vai por mim.

O protagonista se chama Izuku Midoriya, um jovem que sempre sonhou em se tornar um herói. Deku (como é chamado por outros personagens) vive em uma realidade onde as pessoas nascem com “peculiaridades” – o que também podemos chamar de poderes. Desde criança ele estuda os heróis e almeja se tornar um parecido com All Might, o seu ídolo. Mas ele recebe a noticia de que não tem uma peculiaridade e infelizmente esse sonho é quase impossível.

Mas Izuku não desiste e cresce pensando em se tornar um herói, o que acaba fazendo com que ele se inscreva para fazer a prova da U.A High School, um colégio feito para formar os próximos heróis que iram proteger a cidade. Mas isso não é fácil, já que sem uma peculiaridade, Izuku é um alvo fácil para o personagem mais insuportável desse anime, Katsuki Bakugou.

Que vontade de socar ele a cada cena!

Kacchan (como é chamado por Izuku) e Deku se conhecem desde crianças, com a sua peculiaridade aparecendo bem cedo, Bakugou, ganhou a “fama” entre as crianças do bairro o que acabou subindo a sua cabeça e fez com que ele se tornasse uma pessoa totalmente arrogante e chata. Totalmente o contrário de Izuku, que sempre tenta ajudar as pessoas e parece que isso é o que mais irrita Bakugou. O medo de ficar em segundo lugar e ainda mais atrás da pessoa que ele fez Bullying a vida inteira e que ainda por cima não tem uma peculiaridade, o consumiu.

O anime realmente começa depois de um vilão atacar a cidade e All Might ter que salvar o Izuku. Depois de muito falar e perguntar se “teria como ele se tornar um herói mesmo sem uma peculiaridade”, o garoto percebe que seu herói não é aquilo que aparenta! Na verdade, All Might está bem magro e quase não consegue mais salvar o dia por conta de um terrível ferimento.

Bem acabadinho.

Mesmo depois de ser repreendido por seu herói, Izuku arrisca a sua vida para salvar Bakugou e é quando All Might acaba achando o seu sucessor. A partir de agora o jovem Deku ganha de All Might a peculiaridade de super força ou o One For All – que é bem parecido com o Superman, mas sem o lazer e o super sopro. Depois de muito treinar (e de muito choro também, não posso esquecer do choro) agora Izuku precisa guardar o segredo de All Might e ao mesmo tempo se destacar em um colégio onde todos sabem usar os seus poderes… menos ele.

Esse é o ponto de partida de My Hero Academia, que apesar de a história parecer bobinha, ele tem um grande destaque por conta de seus personagens bastantes carismáticos (menos o Kacchan/Bakugou/Insuportável). Deku e All Might tem um protagonismo enorme nesses 13 episódios iniciais, mas o anime acaba abrindo espaço para a Uraraka, o Iita e o professor Aizawa.

Da esquerda para a direita Iida Tenya; Uraraka Ochako; Izuku Midoriya; Katsui Bakugou e Shouto Todoroki.

Uraraka com a sua habilidade de gravidade zero, entra no anime para se tornar a força feminina ao lado de Deku (lembrando que Shounen é um gênero mais voltado aos garotos) e também para fazer um – possível – par romântico com ele, mas as suas cenas acabam sendo bem engraçadinhas e interessantes. Outra coisa é que ela tem uma personalidade bastante contagiante, pois sério ela tinha tudo para ser uma personagem chata por conta de sua personalidade gritante.

O mesmo acontece com o Iida, o cara que tem boosters nas pernas tem a personalidade mais forte do anime. Sendo muito bem educado, Iida quer sempre tentar fazer o melhor e da maneira correta o que acaba fazendo dele chato na maioria das vezes, porém de maneira bem colocada ele é acaba sendo o alívio cômico.

Mas e quanto ao Professor gótico? Também conhecido como Aizawa ou Eraserhead. Ele é mais um dos grandes heróis da cidade, mas ao mesmo tempo é bem desconhecido. Isso se dá principalmente pela sua peculiaridade de desabilitar poderes – e controlar seus panos – e dele trabalhar as sombras sem se mostrar muito quando ataca os vilões! De inicio ele pode parecer um personagem para encher linguiça e pegar no pé de Izuku, mas acaba se mostrando bem interessante ao passar dos episódios (sem querer ser chato e ficar comparando personagens, ele lembra bastante o Iruka Sensei).

Aizawa Souta ou Eraserhead fã de My Chemical Romance.

Apesar de curta, a primeira temporada é bem dinâmica e funciona muito bem. Seus dois primeiros episódios são bem arrastados, mas depois que a história pega um ritmo, ela não para mais e isso só te da vontade de assistir ele logo de uma vez. Izuku pode parecer chato no inicio com a toda a sua choradeira e discursos pré programados, mas aos poucos vai se desenvolvendo muito bem e aos pouco aprendendo a controla o One For All, mesmo que isso o faça quebrar todos os ossos de seu corpo e se tornando um verdadeiro protagonista.

Os episódios finais são dignos de atenção, de tanta ação eles passam em um piscar de olhos e lá onde conhecemos um pouco mais de personagens que até então não tinham tido tanto destaque no anime. Como é o caso da Asui Tsuyu, que acabou se tornando a minha personagem favorita e também o Todoroki.

Tsui e seu incrível poder de sapo.

Nesses episódios finais nos é mostrado que My Hero Academia vai ter bons vilões, vilões fortes e que vão roubar o protagonismo! os 3 últimos episódios te seguram porquê você sente a necessidade de saber quem são eles e como vai se desenvolver aquele plot final.

Outra coisa a se elogiar no anime, são os traços. Bem polidos e bonitos, os traços do anime seguem uma imagem de histórias em quadrinhos, principalmente quando se do All Might. Mas não só isso, quando se trata das lutas a dinâmica dos traços ficam mais bonitas e não se perdem.

Além dos traços, também tem a trilha sonora digna de um bom desenho de herói. Seja pela abertura contagiante ou pela trilha dentro do próprio anime.

Como eu já disse antes, eu quebrei a cara ao chamar Boku no Hero de chato e agora já estou partindo para a segunda temporada. Pode ser que o anime me tenha chamado a atenção por ser algo mais próximo da Marvel e da DC? Sim, mas o que ele passa de que todos podem ser heróis, mesmo sem uma peculiaridade especial. É de fato, algo de se aplaudir!

NOTA: 3,5/5

Publicado por Lukas Sillva

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